#Os Intocáveis#




Mudei-me.

Encontro-me em: http://os-intocaveis.blogspot.com/

Favor visitar-me lá, e atualizar links.

Grato pela atenção.

Grabriel Carneiro, pela última vez por aqui



 Escrito por Gabriel Carneiro às 23h28
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Prêmios Lumière 2006 - Vencedores

Como anunciado, hoje saem os resultados dos Prêmios Lumière, edição 2006. O grande vencedor já era de se esperar: o fantástico Menina de Ouro, herdando o trono do ano passado de Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, com o diferencial que este ano Menina de Ouro ganhou mais prêmios que o outro, num ano com menos categorias. Menina de Ouro se comprovou como filme do ano, não só para o Oscar, mas para a grande maioria dos 29 votantes, levando mais de 50% dos prêmios.

Posto abaixo os vencedores, com os respectivos segundo lugares e as pontuações obtidas. Sublinhado seguem os filmes que eu selecionei entre os meus 5 finalistas.

Melhor Filme:

Menina de Ouro (75)
Old Boy (25)

Melhor direção:

Clint Eastwood (Menina de Ouro) (87)
Tim Burton (A Fantástica Fábrica de Chocolates) (39)

Melhor ator:

Javier Bardem (Mar Adentro) (54)
Johnny Depp (A Fantástica Fábrica de Chocolates) (43)

Melhor Atriz:

Hilary Swank (Menina de Ouro) (93)
Imelda Staunton (O Segredo de Vera Drake) (30)

Melhor Ator Coadjuvante:

Morgan Freeman (Menina de Ouro) (83)
Clive Owen (Closer - Perto Demais) (62)

Melhor atriz Coadjuvante:

Natalie Portman (Closer - Perto Demais) (69)* indicada por mim na categoria principal
Cate Blanchett (O Aviador) (64)

Melhor Roteiro:

Menina de Ouro (53)
Crash - No Limite (47)

Melhor Montagem:

O Aviador (49)
Menina de Ouro (48)

Melhor Fotografia:

Menina de Ouro (34)
O Clã das Adagas Voadoras (24)

Melhor Trilha Sonora:

A Noiva Cadáver (43)
Tudo Acontece em Elizabethtown (26)

Melhor Animação:

A Noiva Cadáver (92)
Wallace e Gromit: A Batalha dos Vegetais (70)

Revelação Masculina:

Zach Braff (55)
Nuno Lopes (46)

Revelação Feminina:

Rachel McAdams (52)* indicada no ano passado nesta categoria
Catalina Sandino Moreno (44)

Total de prêmios:

Menina de Ouro - 6
A Noiva Cadáver - 2
Mar Adentro, O Aviador, Closer - Perto Demais - 1



 Escrito por Gabriel Carneiro às 21h09
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Dois Córregos - Verdades Submersas no Tempo (Idem, 99)


 

Confesso que nunca fui grande fã do cinema brasileiro. Boa parte ou considero medíocre/ruim, ou não vejo a razão de tanto alarde. A exemplo disso ficam Deus e o Diabo na Terra do Sol, Central do Brasil, entre outros. Porém ultimamente resolvi dar outra chance ao cinema nacional, investindo em diferentes cineastas. Um desses casos foi Carlos Reichenbach. Cineasta e editor do blog Reduto do Comodoro, Reichenbach sempre esteve na minha lista de assistir. Seu último filme, Bens Confiscados, acabou por não ser conferido já que ficou duas míseras semanas em cartaz aqui em São Paulo. E, exceptuando-se grandes locadoras como a 2001 Video, fica-se difícil encontrar seus filmes para locação. Felizmente, Dois Córregos, o que mais ansiava para assistir, estava disponível onde alugo - e de sua filmografia apenas esse, Alma Corsária e Anjos do Arrabalde, além do lançamento Garotas do ABC, com boa parte devidamente locado.

Dois Córregos é uma pequena cidade do interior paulista, que serve como ponto de partida para a trama de uma mulher. Com a morte dos pais, restou a ela voltar a cidade de Dois Córregos, onde a família tinha uma propriedade, para ver em que condições ela permanecia. Ana Paula só visitara a cidade poucas vezes durante a infância e adolescência, mas só uma vez realmente a marcara. E voltando lá, ela rememora os fatos acontecidos num distante verão. Com tal premissa, Reichenbach nos presenteia com um dos mais belos filmes nostálgicos.

Em uma das primeiras cenas do filme, Ana Paula no topo de um penhasco começa a chorar ao olhar em direção ao rio e ver algo familiar. É nessa cena que eu percebi o quão bom esse filme seria. Uma cena tão onírica, e tão sincera que chega a ser perturbador e comovente ao mesmo tempo. A câmera se aproxima, e o rosto já em lágrimas permanece lá, em silêncio, pensando, lembrando. Isso foi com certeza uma das coisas que mais marcou no filme, a cena fluindo e o lirismo impregnado na lugubridade do ocorrido. Soberbo.

A trama de Ana Paula baseia-se no encontro com o tio, um refugiado político da era militar. Ela fora com a amiga visitá-lo. O interessante é que mesmo que o lirismo e chancela de cotidiano permeie o filme, o aspecto social encontra-se - o que se difere para mim, por exemplo, de Alma Corsária, em que o diretor faz no filme claramente a crítica social, também ótimo -, mesmo que não haja uma crítica, ao menos explícita. Muito mais se conta os fatos do que se critica, o interesse do filme não é denunciar nada, isso só faz parte. A razão é mostrar umas férias marcantes na vida de uma mulher, e encontrar a poesia, uma das mais belas, nisso.

A crítica ausenta-se, pois em nenhum momento há a condenação. É como uma viagem de volta ao Realismo da literatura. O narrador apenas aponta o que acontece, como o fato do tio de de refugiar-se numa cidadezinha do interior por estar sendo procurado como comunista. Ou o abuso da força do exército nessa época. Ou mesmo o adultério tratado com normalidade. Não há uma insistência em denunciar, os fatos apenas se expõem, e a beleza encontra-se nela perplexidade da vida. As coisas acontecem, sejam belas ou não, sejam dramáticas ou não, não é preciso enfeitar algo essencialmente belo.

Carlos Reichenbach é um tremendo cineasta e roteirista. A fluência da película é espantosa. Um filme calmo, simples, que passeia nos acontecimentos, intercalando com uma linda trilha sonora tocada pela pianista Luciana Brasil (a amiga de Ana Paula). A graciosidade das cenas do piano corroboram numa dinâmica que fica, resguardada em nossas mentes. Vai e volta, mas sempre há a música clássica. A imortalidade, aquilo que fica para sempre. A música é como a memória de Ana Paula, contínua, intensa e presente.

O clima do filme é embebedado de uma nostalgia alegre. O saudosismo não reclama um passado que não existe mais, e sim celebra a alteração que aquilo causou. Tudo é um rito de passagem, e a cabeça humana muda muito. O filme mostra isso claramente, como nada é para sempre - falando-se de opinião e ponto de vista -, que pode mudar. E o que fica é: será que uma memória vale mais do que se ater ferrenhamente ao que pensa?

Carlos Alberto Riccelli é alma do filme. Sua personagem transparece cada momento e amarra toda história. Com sua voz meio rouca, conversando, discutindo, rindo e conquistando corações femininos, se coloca como alguém excepcional, mesmo que de fato nada disso tenha nele. É a capacidade de se expor e de cativar. Assim como o filme faz, ele cativa o espectador com seu nostalgismo, mas fugindo de um sentimentalismo. Outra grande atriz do elenco é a bela Ingra Liberato, no papel da jovem 'governanta' da casa. Desagrada-me bastante Luciana Brasil como atriz, a exímia pianista só se mostra realmente bem no piano. Suas feições são pífias e um ar falso emana em todas as cenas dela, principalmente naquelas em que se revolta.

Dizer que o cinema brasileiro não tem composição artística visual é um grande atestado de ignorância. Dois Córregos, por exemplo, possui um belíssimo cenário, uma fantástica fotografia e a trilha sonora é um dos grandes destaques. As tomadas, a edição, e até mesmo o figurino se adequam te tal maneira ao filme que tornam-se imprescindível para ser a brilhante obra que é.

Eu não posso encerrar essa crítica sem ao menos comentar o brilhante subtítulo do filme: Verdades Submersas no Tempo. Uma linda frase que habilmente ratifica tudo o que o filme se propõe a mostrar.

Sinto-me injusto com o filme, não sou capaz de exprimir tudo aquilo que o filme e representou para mim. Posso dizer que Dois Córregos se tornou meu filme nacional preferido. Parabéns a Reichenbach por essa fabulosa obra.

Nota: 100/100

Escutando: CD (Home Demos - Jon Brion); Música (Act of the Apostle II - Belle & Sebastian)

A Descobrir

Alma Corsária (Idem, 93) - Imbuído em conhecer a filmografia do diretor do fantástico Dois Córregos, loquei esse Alma Corsária. O filme trata de dois amigos de infância que etão lançando um livro juntos. Pessoas diferentes que se conheceram e uma amizade que perdurou. Um fora um militante comunista - mesmo que de ato não tenha feito nada - o outro, sempre playboyzinho flertava apenas com as causas esquerdistas. Tudo passou, nada ficou... E lá estão eles, dois amigos que sempre sonharam em ser escritores lançando um livro num bar de terceira.  [82]



 Escrito por Gabriel Carneiro às 11h54
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Vencedores do Globo de Ouro 2006

Legenda: minha aposta principal está em itálico; minha segunda opção, além de estar em itálico, é acompanhada por um *

Filmes:

Melhor Drama

Vencedor: O Segredo de Brokeback Mountain

Melhor Comédia ou Musical

Vencedor: Johnny & June

Melhor Ator Drama

Vencedor: Philip Seymour Hoffman (Capote)

Melhor Atriz Drama

Vencedor: Felicity Huffman (Transamerica)

Melhor Ator Comédia ou Musical

Vencedor: Joaquin Phoenix (Johnny & June)

Melhor Atriz Comédia ou Musical

Vencedor: Reese Witherspoon (Johnny & June)

Melhor Ator Coadjuvante

Vencedor: George Clooney (Syriana)

Melhor Atriz Coadjuvante

Vencedor: Rachel Weisz (O Jardineiro Fiel)

Melhor Diretor

Vencedor: Ang Lee (O Segredo de Brokeback Mountain)*

Melhor Roteiro

Vencedor: O Segredo de Brokeback Mountain

Melhor Canção

Vencedor: O Segredo de Brokeback Mountain ('A Love That Will Never Grow Old')*

Melhor Trilha Sonora

Vencedor: Memórias de uma Gueixa

Melhor Filme Estrangeiro

Vencedor: Paradise Now (Palestina)*

Séries:

Melhor Drama

Vencedor: Lost 

Melhor Comédia ou Musical

Vencedor: Desperate Housewives

Melhor Minissérie ou Filme Feito para TV

Vencedor: Empire Falls

Melhor Ator em Minissérie ou filme feito para TV

Vencedor: Jonathan Rhys-Meyers (Elvis)

Melhor Atriz em Minissérie ou filme feito para TV

Vencedor: S. Epatha Merkerson (Lackawanna Blues)

Melhor Ator em Comédia ou Musical

Vencedor: Steve Carrel (The Office)*

Melhor Atriz em Comédia ou Musical

Vencedor: Mary-Louise Parker (Weeds)

Melhor Ator em Drama

Vencedor: Hugh Laurie (House, M.D.)

Melhor Atriz Drama

Vencedor: Geena Davis (Commander in Chief)

Melhor Ator Coadjuvante

Vencedor: Paul Newman (Empire Falls)*

Melhor Atriz Coadjuvante

Vencedor: Sandra Oh (Grey's Anatomy)*

Comentários: Num balanço final acertei 11 como primeira opção, 6 como segunda e errei 7. Na área de cinema errei 3: Roteiro, Trilha Sonora e Ator Coadjuvante. Na categoria roteiro acreditava numa vitória fácil de Crash, já que quase todos elogios recaem nessa categoria quando se falado em Crash - No Limite (a meu ver muito superestimado), e Boa Noite e Boa Sorte. não se provou ser um grande concorrente, tendo saído com as mãos abanando. O vencedor foi o drama de caubóis gays que fez a farra - outro filme que acho mais do que superestimado -, levando além de roteiro, o prêmio de direção, filme drama e canção. Acho que quase ninguém acreditava que o morto para premiações Memórias de uma Gueixa fosse ganhar algum prêmio, ainda mais pela trilha sonora conduzida pela ultra-mais-do-que-premiado-que-ninguém-além-de-Spielberg-aguenta-mais John Williams - brincadeira, eu gosto bastante de suas trilhas, mas já me cansei de vê-lo em tudo quanto é premiação. E Clooney ou ganhava direção ou ator coadjuvante, escolhi a categoria errada. Abstenho-me de comentários sobre os prêmios televisivos, levando-se em conta que acertei apenas os mais óvios.

Aliás, a premiação foi muito previsível. Todos os favoritos em suas categorias ganharam - exceto, talvez, John Williams e o roteio de O Segredo de Brokeback Mountain.

Só espero que O Segredo de Brokeback Mountain tenha uma diferente carreira no Oscar.

Minha crítica de O Segredo de Brokeback Mountain, assim como o de recém estreado 2046 encontram-se nesse link.



 Escrito por Gabriel Carneiro às 00h25
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Apostas para o Globo de Ouro 2006

Filmes:

Melhor Drama

Vence: O Segredo de Brokeback Mountain
Opção: Boa Noite e Boa Sorte.

Melhor Comédia ou Musical

Vence: Johnny & June
Opção: Sra. Henderson Apresenta

Melhor Ator Drama

Vence: Philip Seymour Hoffman (Capote)
Opção: Heath Ledger (O Segredo de Brokeback Mountain)

Melhor Atriz Drama

Vence: Felicity Huffman (Transamerica)
Opção: Maria Bello (Marcas da Violência)

Melhor Ator Comédia ou Musical

Vence: Joaquin Phoenix (Johnny & June)
Opção: Johnny Depp (A Fantástica Fábrica de Chocolates)

Melhor Atriz Comédia ou Musical

Vence: Reese Witherspoon (Johnny & June)
Opção: Judi Dench (Sra. Henderson Apresenta)

Melhor Ator Coadjuvante

Vence: Bob Hoskins (Sra. Henderson Apresenta)
Opção: Paul Giammati (A Luta Pela Esperança)

Melhor Atriz Coadjuvante

Vence: Rachel Weisz (O Jardineiro Fiel)
Opção: Shirley MacLaine (Em Seu Lugar)

Melhor Diretor

Vence: George Clooney (Boa Noite e Boa Sorte.)
Opção: Ang Lee (O Segredo de Brokeback Mountain)

Melhor Roteiro

Vence: Crash - No Limite
Opção: Boa Noite e Boa Sorte.

Melhor Canção

Vence: Os Produtores ('There's Nothing Like a Show on Brodway')
Opção: O Segredo de Brokeback Mountain ('A Love That Will Never Grow Old')

Melhor Trilha Sonora

Vence: King Kong
Opção: O Segredo de Brokeback Mountain

Melhor Filme Estrangeiro

Vence: Tsotsi (África do Sul)
Opção: Paradise Now (Palestina)

Séries:

Melhor Drama

Vence: Lost 
Opção: Grey's Anatomy

Melhor Comédia ou Musical

Vence: Desperate Housewives
Opção: Everybody Hates Chris

Melhor Minissérie ou Filme Feito para TV

Vence: Warm Springs
Opção: Into the West

Melhor Ator em Minissérie ou filme feito para TV

Vence: Jonathan Rhys-Meyers (Elvis)
Opção: Ed Harris (Empire Falls)

Melhor Atriz em Minissérie ou filme feito para TV

Vence: Kelly MacDonald (The Girl in the Café)
Opção: Cynthia Nixon (Warm Springs)

Melhor Ator em Comédia ou Musical

Vence: Charlie Sheen (Two and a Half Man)
Opção: Steve Carrel (The Office)

Melhor Atriz em Comédia ou Musical

Vence: Teri Hatcher (Desperate Housewives)
Opção: Eva Longloria (Desperate Housewives)

Melhor Ator em Drama

Vence: Wentworth Miller (Prision Break)
Opção: Patrick Dempsey (Grey's Anatomy)

Melhor Atriz Drama

Vence: Geena Davis (Commander in Chief)
Opção: Kyra Sedgwick (The Closer)

Melhor Ator Coadjuvante

Vence: Donald Sutherland (Commander in Chief)
Opção: Paul Newman (Empire Falls)

Melhor Atriz Coadjuvante

Vence: Joanne Woodward (Empire Falls)
Opção: Sandra Oh (Grey's Anatomy)



 Escrito por Gabriel Carneiro às 01h45
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Mistérios da Carne (Mysterious Skin, 04)


 

Após um hiato de um mês e meio, volto a escrever um texto grande. Não era desmotivação e sim falta de tempo, e a busca por uma proposta diferente - como comentar a lista de filmes vistos na Mostra, e voltar a fazer um TOP. E entre tantos filmes a comentar, escolhi este filme independente que vi nos cinemas há poucos dias, creio que mais pelo impacto do que pela qualidade. Mistérios da Carne, de Gregg Araki, é um filme complexo, que trata de um assunto delicado que está na moda: pedofilia, e isso acaba se afiliando a outros assuntos na moda como o homossexualismo. E quanto aos dois temas, esse sai a frente dos filmes que mais se foi comentado, O Lenhador e O Segredo de Brokeback Mountain. Araki faz um drama forte, com cenas pesadas, e ousa nas cenas de sexo envolvendo infantes, principalmente nas sugestões. Indução é a palavra chave do filme.

O roteiro é sincero, um típico filme que realmente mostra muito do drama daqueles que foram abusados sexualmente quando crianças, e como a psique humana reage. É o modelo de auto defesa de cada um, diferentes pessoas reagem de diferentes maneiras, certo? Seja consciente ou inconscientemente. À diferentes traumas ou mesmo situações, pessoas agem diferentemente, até mesmo ao tipo de criação. A personagem de Neil é fruto da criação de sua depravada mãe e do abuso que sofrerá pelo técnico - que impressionantemente idêntico ao ex-vocalista do Queen, Freddie Mercury. A primeira cena diz tudo, ele, aos 8 anos, se masturbando (eu realmente não sabia que era possível crianças de 8 anos fazerem-no e ainda ejacularem) ao ver o namorado de sua mãe e ela fazendo sexo no escorregador, demonstra além do doentio, o interesse, que não é ver a transa e sim como o namorado reage nela. Isso o excita.

Há a trama paralela ao drama de vida de Neil. O garoto Brian perdeu cinco horas de sua vida, não se sabe como. Acordou com o nariz sangrando do lado de fora de sua casa. A partir desse momento sempre desmaia, seu nariz sangra, urina na cama, o que vem a ser intensificado quando novamente sofre um blackout mental. Ele era colega de baseball de Neil. Aos 18 anos crê que fora abduzido, e que Neil estava ao seu lado. E é só num possível encontro entre eles que tudo poderia ser descoberto. A questão que agora Neil virou um jovem sem escrúpulos e frio, a homossexualidade infantil se elevou ao grau da prostituição. A ausência de medo de uma fatalidade não o apavora, ele odeia a própria vida mesmo gostando de viver. Sua vida é um jogo. Anda sem rumo, destrói corações, se vende e se deprava. Não se importa com nada na aparência e é um tanto reservado quanto ao seu passado, o passado que é a solução.

A questão base da narrativa é a diferença entre as pessoas. Como alguém que era abusado sexualmente, vítima da pedofilia poderia crescer dentro dos padrões de normalidade de nossa sociedade. Os traumas e situações constrangedoras modificam um ser humano, e mesmo com diferentes fins, a mudança é radical, e tais pessoas nunca serão como antes.

Na trama paralela percebe-se como a cultura pop influencia a mente das pessoas. 5 horas da mente de um garoto desapareceu e depois disso diversos sonhos sobre e diversas consequências físicas. A conclusão que chega é que foi abduzido por alienígenas. Programas na TV o induzem a contatar uma mulher que alega o mesmo, e percebe-se claramente que ela é um alma perturbada, que fora traumatizada em uma circunstância. As pistas dessas 5 horas são dadas ao longo do filme, e a cena em que tal mulher perturbada se entrega a ele é a principal. Vemos dois atos um tanto distantes e descrentes. Aparentemente há dois tipos de pessoas que alegam a abdução, aquelas que querem atenção, e aqueles que realmente acreditam. Ambos - ao menos para mim, que não acredita em abduções e nessas bobagens - vêm de algum trauma, fruto da mente humana que em algum momento de sua vida sofreu uma forte frustração.

Fazendo-se um paralelo, a temática de Mistérios da Carne pode-se aludir com Old Boy. Maneiras como uma pessoa reage com diferentes traumas. Até que ponto há limite para imaginação humana, e até que ponto vamos quando recebemos um baque? Há pessoas que se suicidam com a morte do amado, há quem entre em profunda depressão, há quem prefira fingir não estar abalado, há intermináveis maneiras de reagir com o mesmo acontecimento e não há como julgar, por mais psicopata ou esquizofrênico que seja.

Questões toscas a parte. Joseph Gordon-Levitt, revelado no seriado 3rd Rock From the Sun, está bem. Não concordo com todos que dizem que está soberbo, maravilhoso e o relacionam a outros adjetivos que enaltecem sua atuação. É uma boa atuação, e concordo se disserem que esse é seu melhor papel até o momento, mas longe de ser fantástico. Com esse filme ele demonstra que é capaz de fazer, sem problemas, papéis que possuam uma densidade dramática.

Vale o destaque para o belo final, sensível e sensato.

Nota: 80/100

Escutando: CD (The Life Pursuit - Belle and Sebastian); Música (You've Got a Lovely Daughter Mrs. Brown - Herman's Hermits)

A Descobrir

Nosferatu, o Vampiro da Noite (Nosferatu - Phantom der Nacht, 79) - Refilmagem do clássico de Murnau, Nosferatu de Werner Herzog é bem melhor que o original. Mudou-se completamente a trama original, principalmente em relação ao livro Drácula, de Bram Stoker. E essa originalidade que torna o filme tão soberbo. Klaus Kinski está fantástico na pele do conde Drácula. E um jovem Ganz faz Johnathan Harker. O final é uma primazia devido a sua irreverência.   ou  [87-92]



 Escrito por Gabriel Carneiro às 14h09
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Filmes vistos em Dezembro
legenda: revistos

  • Harry Potter e o Cálice de Fogo (Harry Potter and the Goblet of Fire, 05)  [80]
  • Oliver Twist (Oliver Twist, 05)  [54]
  • O Galinho Chicken Little (Chicken Little, 05)  [23]
  • Tudo Acontece em Elizabethtown (Elizabethtwon, 05)  [77]
  • Fanny e Alexandre (Fanny och Alexandre, 82)  [87]
  • O Homem das Novidades (The Cameraman, 28)  [100]
  • Verdades e Mentiras (F for Fake, 73)  [83]
  • As Crônicas de Nárnia: O Leão, A Feiticeira e O Guarda-Roupa (The Chronicles of Narnia: The Lion, The Witch and the Wardrobe, 05)  [83]
  • Nanook, o Esquimó (Nanook of the North, 22)  [82]
  • Ensaio de um Crime (Ensayo de un Crimen, 55)  [73]
  • Pele de Asno (Peau d'âne, 70)  [95]
  • Lembranças de um Sonho (Passaggio per il paradiso, 98)  [51]
  • O Fim e o Princípio (Idem, 05)  [74]
  • Terra Estrangeira (Idem, 95)  [88]
  • Amores Parisienses (On Connaít la chanson, 97)  [79]
  • Reis e Rainha (Rois et Reine, 04)  [95]
  • Os Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark, 81)  [89]
  • King Kong (Idem, 05)  [83]
  • A Felicidade Não Se Compra (It's a Wonderful Life, 46)  [100]
  • Menina de Ouro (Million Dollar Baby, 04)  [96]
  • O Pequeno Príncipe (The Little Prince, 74)  [64]
  • Em Seu Lugar (In Her Shoes, 05)  [71]
  • Jogos Mortais II (Saw II, 05)  [69]
  • Círculo do Medo (Cape Fear, 62)  [73]
  • Palavras de Amor (Bee Season, 05)  [47]

Comentários: 25 filmes. Harry Potter e o Cálice de Fogo é o melhor da série, o único que realmente empolga; O Galinho Chicken Little não é só a pior animação da Disney, como provavelmente a pior que eu vi; Falem o que falarem, As Crônicas de Nárnia é um filmaço, a cena da batalha é espetacular; Pele de Asno é ora estranho ora encantador, mas não tem como negar a beleza desse conto de fadas; Terra Estrangeira é o melhor filme nacional de Walter Salles, soberbo; Reis e Rainha é provavelmente o segundo melhor filme lançado nos cinemas em 2005; Finalmente comecei a assistir a Trilogia Indiana Jones; King Kong seria melhor se cortado meia hora inicial; Menina de Ouro é provavelmente o melhor filme lançado nos cinemas em 2005; Jogos Mortais II é legal, mesmo aquém do primeiro.

Melhores

  1. A Felicidade Não Se Compra
  2. O Homem das Novidades
  3. Menina de Ouro
  4. Pele de Asno
  5. Reis e Rainha
  6. Caçadores da Arca Perdida
  7. Terra Estrangeira
  8. Fanny e Alexandre`

Piores

  1. O Galinho Chicken Little
  2. Palavras de Amor
  3. Lembranças de um Sonho
  4. Oliver Twist


 Escrito por Gabriel Carneiro às 22h31
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Top 20 Dramas

Costumava fazer Top 10, mas esse gênero exige no mínimo 20.

20 - Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poet Society, 89) Dir.: Peter Weir

19 - Deuses e Monstros (Gods and Monsters, 98) Dir.: Bill Condon

18 - Vinte e Quatro Olhos (Nijushi no Hitomi, 54) Dir.: Keisuke Kinoshita

17 - Ladrões de Bicicleta (Ladri di Biciclette, 48) Dir. Vittorio de Sica

16 - O Sol é Para Todos (To Kill a Mockingbird, 62) Dir.: Robert Mulligan

15 - As Vinhas da Ira (The Grapes of Wrath, 40) Dir.: John Ford

14 - Perfume de Mulher (Scent of a Womam, 92) Dir.: Martin Brest

13 - O Carteiro e o Poeta (Il Postino, 94) Dir.: Michael Radford

12 - O Último Tango em Paris (Ultimo Tango a Parigi, 72) Dir.: Bernardo Bertolucci

11 - A Última Tentação de Cristo (The Last Temptation of Christ, 88) Dir.: Martin Scorsese

10 - Do Mundo Nada se Leva (You Can't Take It With You, 38) Dir.: Frank Capra

9 - Amadeus (Amadeus, 84) Dir.: Milos Forman

8 - Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo's Nest, 75) Dir.: Milos Forman

7 - À Espera de um Milagre (The Green Mile, 99) Dir.: Frank Dabarabont

6 - A Lenda do Pianista do Mar (La Leggenda del pianista sull'oceano, 98) Dir.: Giuseppe Tornatore

5 - Cidadão Kane (Citzen Kane, 41) Dir.: Orson Welles

4 - Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption, 94) Dir.: Frank Dabarabont

3 - Forrest Gump - O Contador de Histórias (Forrest Gump, 94) Dir.: Robert Zemeckis

2 - Cinema Paradiso (Nuovo Cinema Paradiso, 89) Dir.: Giuseppe Tornatore

1 - A Felicidade Não Se Compra (It's a Wonderful Life, 46) Dir.: Frank Capra



 Escrito por Gabriel Carneiro às 11h45
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Prêmios Lumière 2006

Começa a segunda edição dos Prêmios Lumière, criado originalmente para a ABCine, este ano traz novidades. Não só no formato, mas também no grupo e nas categorias. Diferentemente do ano passado, não só pessoas relacionadas a blogosfera cinéfila da ABCine irão participar. Dos 30 convidados, apenas a metade dedica seu blog ao cinema.

O link da última edição pode ser encontrada neste blog, visualizando-se o mês de janeiro de 2005. Tendo tido Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças como o vencedor na categoria principal. No ano passado havia duas etapas para votação, com cada um escolhendo seus 5 favoritos em cada categoria e na segunda etapa, escolhendo o preferido entre os mais citados. Neste ano, o critério é por pontuação. Cada um escolhe de 1 a 5 representantes por categoria em ordem de preferência, tendo o 1º ganhando 5 pontos, o 2º 4 e assim por diante.

Sou um estranho no ninho entre os convidados por ser o único brasileiro a participar. Os filmes utilizados para disputa serão aqueles que estrearam durante o ano de 2005 nos cinema portugueses. A votação ocorrerá até o dia 15 de janeiro e os resultados saem no dia 18, sendo divulgados simultaneamente nos espaços convidados.

Eis as categorias:

Melhor Filme
Melhor Diretor
Melhor Ator
Melhor Atriz
Melhor Ator Coadjuvante
Melhor Atriz Coadjuvante
Melhor Roteiro
Jovem Promessa Masculina
Jovem Promessa Feminina
Melhor Animação
Melhor Trilha Sonora
Melhor Fotografia
Melhor Montagem

Eis os participantes:

Á Deriva
A Origem do Amor
Afixe
Antestreia
Atrium
Blackspot
Blogotinha
Blog dos Marretas
Cineblog
Coexist
Cineasia
Duas Rosas
Dvd
Ensaio Geral
Filho do 25 de Abril
Gonn1000
Gatas QB
Hollywood
Miguel Galrinho
Mise en Abyme
Movies Universe
Mas Certamente Que Sim
Memória Virtual
Os Intocáveis
O Vilacondense
Pipoca Rasca
Pasmos Filtrados
Roll Camera
Royale With Cheese
Troll Urbano



 Escrito por Gabriel Carneiro às 15h45
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bom.

olá, aqui é a mel e o gabriel vai me matar porque eu estou escrevendo com letras minúsculas. ele manda dizer que está viajando, portanto o blog estará sob meu comando durante essa semana. (o: mas não se preocupem, não farei bagunça.

ele pediu encarecidamente pra que eu não desviasse o assunto do blog. ou seja, eu tenho que escrever sobre filmes. acontece o seguinte. eu sou um cu [ai, deos, não sei se pode escrever palavrão, o gabriel vai me matar denovo] para escrever críticas, porque eu sei praticamente nada sobre cinema. só consigo (pseudo)analisar os filmes dos quais eu gosto MUITO, porque eles costumam me tocar de maneira a me fazer ter vontade de falar.

mas isso só acontece três vezes por ano. e, infelizmente, esse ano já foram as três.

então não vai ter crítica. mesmo porque eu duvido que vocês fossem ler de bom grado o que uma leiga como eu acha de algum filme. mas o post vai ser sobre filminhos, sim, de um modo nada técnico, nada baseado em conhecimentos cinematográficos, mas todo particular e, bom, meigo.

porque eu sou uma menina meiga, sabe.

e, obviamente, meus filmes preferidos são todos meigos.

o meu relacionamento com filmes vem de loooonge, embora eu não consiga lembrar qual foi o primeiro longa-metragem a que eu assisti. vasculhando bem fundo na minha cabecinha me vêm imagens de A Pequena Sereia, seguido por Cinderela e Bela Adormecida. me lembro primeiro da Ariel não porque a conheci antes, mas porque, das três, era minha favorita - inclusive causadora de um impulso incontrolável por pintar o cabelo de vermelho, impulso que só teve concorrência séria quando conheci Saori e seu cabelo roxo [Cavaleiros do Zodíaco, you know] e mais tarde com a multi-colorida Clementine, de Brilho Eterno.

e aproveitando o pulo histórico [estórico, já que se trata de mim], eu vou cruzar tudo e comentar brevemente [talvez não] sobre a relação gabriel-filmes-mel. desde que eu conheci o gabriel, há quase três anos, eu sei do amor [condicional, mas sempre leal] que ele nutre por cinema. então eu PRECISO aproveitar que eu tô aqui, em seu blog, para citar os filmes que eu só vi por sua causa. O Ano Passado em Marinbad, deos, foi quando eu já tava com segundas intenções, hm. (o: é, já estava querendinho ser mais do que só uma amiga, mas era uma vontade quase pecadora, ainda muito pouco romantizada (ai, posso contar essas coisas pessoais aqui?). É claro que Marinbad foi muito útil para aprender aquele jogo super divertido, no qual, após pouquíssimo tempo de treino, eu passei a ganhar sempre. Teve também O Homem-aranha 2, que nós fomos ver no cinema, e que eu provavelmente nunca taria visto se não fosse o convite do meu então melhor amigo. fiquei tão feliz quando ele me convidou, oh-que-graça [mas eu tenho motivos não interessantes o suficiente para ter me sentido assim]. ah, claro, nunca poderia me esquecer de Colateral, que eu dignamente assisti somente pelo gabriel, e que achei uma bosta, por sinal. e o filme-clímax de tudo, Chamas da Vingança, no dia do nosso primeiro beijo.

esses são só os mais importantes. há muitos outros, mas aposto que vocês não estão interessados e eu sei que tem limite de caracteres, não vai caber tudo.

mas enfim.

a verdade é que agora eu não sei mais o que escrever. mudei de assunto, me desviei do meu projeto inicial, o que é até melhor, porque provavelmente não iria caber também, eu ia me desesperar, e no final ia dar na mesma, porque eu estou me desesperando anyway, já que eu não sei como terminar esse texto.

ah, deos, como é difícil escrever sobre filmes.

 

por mel von erlea

ps: notem como eu me esforcei, escrevi os nomes dos filmes com letra maiúscula e tudo. (o: não me odeiem, por favor.



 Escrito por Gabriel Carneiro às 12h33
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Filmes vistos em Novembro
legenda: revistos

  • Primeiros Passos (Idem, 05)  [70]
  • Do Luto à Luta (Idem, 05)  [65]
  • Nuvens Carregadas (Tian bian yi duo yun, 05)  [50]
  • Atravessando a Ponte - O Som de Istambul (Crossing the Bridge: The Sound of Istambul, 05)  [39]
  • 2046 (2046, 04)  [95]
  • Blood and Bones (Chi to hone, 04)  [77]
  • Palíndromos (Palindromes, 05) 0 [0]
  • Al Otro Lado (Idem, 04)   [58]
  • A Grande Viagem (Le Grand Voyage, 05)  [61]
  • O Mundo (Shinjie, 04)  [40]
  • Sonho Tcheco (Ceský sen, 04)  [85]
  • Ingmar Bergman Completo - Bergman e o cinema, Bergman e o Teatro, Bergaman e a Ilha de Farö (Ingmar Bergman - 3 dokumentärer om film, teater, Fårö och livet av Marie Nyreröd, 04)  [80]
  • Dois Filhos de Franscisco (Idem, 05)  [56]
  • Casa de Areia (Idem, 05)  [60]
  • A Noiva Cadáver (The Corpse Bride, 05)  [73]
  • Meninas Não Choram (Große Mädchen weinen nicht, 02)  [54]
  • Manderlay (Idem, 05)  [85]
  • Mundo Cão (Ghost World, 00)  [81]
  • Herói (Ying xiong, 02)  [85]
  • A Volta de Carmen (Karumen junjo su, 52)  [43]
  • Redentor (Idem,04)  [81]
  • Colateral (Collateral, 04)  [90]
  • Crash - No Limite (Crash, 05)  [59]
  • Cinema, Aspirinas e Urubus (Idem, 05)  [80]
  • Tokyo Godfathers (Idem, 03)  [58]
  • Uma Vida Iluminada (Everything is Illuminated, 05)  [73]
  • Flores Partidas (Broken Flowers, 05)  [65]
  • Vlado - 30 Anos Depois (Idem, 05)  [66]
  • Em Busca do Vale Encantado (The Land Before Time, 88)  [100]
  • Los Angeles - Cidade Proibida (L.A. Confidential, 97)  [93]
  • Babe - O Porquinho Atrapalhado (Babe, 95)  [70]
  • Assunto de Meninas (Lost and Delirious, 01)  [99]
  • Kill Bill vol. 1 (Kill Bill vol. 1, 03)  [94]

Comentários: 33 filmes, uma ótima média. Dois Filhos de Francisco é um filme bem medíocre, não entendo como isso tem possibilidades de ser indicado como Filme estrangeiro, tanto filme melhor nacional...; Manderlay é um filmaço, não importa o que digam, mesmo aquém de Dogville, não deixa de ser impactante; L.A. Confidential é excelente, não entendo poruqe Curtis Henson se enverdeou para o lado do Eminem; Flores Partidas é bom, não vejo razão para concorrer em Cannes, vale por Bill Murray.

Melhores

  1. Em Busca do Vale Encantado
  2. Assunto de Meninas
  3. 2046
  4. Kill Bill vol.1
  5. Los Angeles - Cidade Proibida
  6. Colateral

Piores

  1. Palíndromos
  2. Atravessando a Ponte - O Som de Istambul
  3. O Mundo
  4. A Volta de Carmem
  5. Nuvens Carregadas


 Escrito por Gabriel Carneiro às 19h35
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Acerca da Mostra - V

Ingmar Bergman Completo - Bergman e o cinema, Bergman e o Teatro, Bergaman e a Ilha de Farö (Ingmar Bergman - 3 dokumentärer om film, teater, Fårö och livet av Marie Nyreröd, 04)

 Assistir a esse documentário sobre Bergman só me fez querer conhecer toda sua filmografia. Dividido em três parte, esse documentário que alterna de cenas atuaias de Bergman - seja entrevista, seja em seu cotidiano - e cenas de seus filmes ou obras. Primeiramente, a película narra a trajetória de Bergman no cinema, tal que deriva sua fama. Depois retrata seu amor pelo teatro, em que trabalhou até pouco tempo atrás - seu último filme para os cinemas foi Fanny e Alexandre, de 1982 -, e termina falando da sua vida, passada na Ilha de Farö, de onde não pretende sair até sua morte. Bergman é um sujeito muito simpático, engraçado e o filme, mesmo durando quase três e feita exclusivamente para a TV, é um grande atrativo para quem se interessa por tal personalidade. É fantástica maneira que flui. Espero que chegue, nem que seja direto para o mercado de vídeo ou televisivo. [80]

Eis agora um top:

Melhores

  1. Roma, Cidade Aberta
  2. 2046
  3. O Fora da Lei e sua Mulher
  4. Espelo Mágico
  5. Caché
  6. Querida Wendy
  7. Sonho Tcheco
  8. Meu Pai Tem 100 Anos
  9. Ingmar Bergman Completo - Bergamn e o cinema, Bergman e o teatro, Bergman e a Ilha de Farö
  10. O Beijo da Morte

Piores

  1. Palíndromos
  2. Vênus e Apollo nº 19
  3. A Criança
  4. Atravessando a Ponte - O Som de Istambul
  5. O Mundo
  6. Além do Azul Selvagem
  7. O Projeto Goebbles
  8. Brokeback Mountain
  9. Nuvens Carregadas
  10. Terje Vigen


 Escrito por Gabriel Carneiro às 10h46
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